Ao bruxo
lendo o díptico do poeta vago na distância perdida dos meus sonhos armadilhas entre palavras retornam o folêgo do seu retrato na Sevilha:
alma desabitada clama por um coração branco como esta página.
***
Escorre nas minhas pernas nosso desejo de povoar o mundo.
***
Arestas
o ciúme me percorre. me agarro aos fios de cabelo que caem tão distraidamente na sua camisa: com eles, faria da loucura minha prisão e de você meu pardal.
***
No tempo dos bandeirantes
dois mouros a desbravar minha geografia pessoal: a um, de coração partido, ofereci a alma: lugar onde a mão não toca, ao outro, em meio à dor essencial da vida, ofereci as duas metades de um coração partido.
Escrito por tenille às 23h57
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|