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no azul do mar
o amor liquefaz
faz de conta
que já somos apenas
desejo
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o momento coube na agulha
de um instante
quando fechei os olhos
fagulha
você não estava mais lá
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Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim. A tua beleza aumenta quando estamos sós E tão fundo intimamente a tua voz Segue o mais secreto bailar do meu sonho Que momentos há em que eu suponho Seres um milagre criado só pra mim.
Sophia de Mello Breyner
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no horizonte do meu coração
mar onde a vista não alcança
avisto teu barco
imenso de azul
cruzando novos hemisférios
seu coração
não pára de seguir sem ti
o seu caminho
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no início tudo era mar
o vento a direção do meu olhar
quiseste beber o fundo da minha alma
os olhos, a mais completa imensidão
(há muito ansiavas por mergulhar
no profundo abismo )
abri os olhos ao meio dia do meu ser
me fitaste mordendo os lábios
e por alguns instantes dissemos adeus
em ondas aniquilados,
em água desfeitos
reconciliamos nossos corpos
que já não eram dois.
Escrito por tenille às 18h27
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