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Todas as luzes. Três são as nossas cores. Sei que não sou santa, mas viver sem você é uma derrota na final do campeonato.
Escrito por tenille às 15h15
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Te levaria ao fundo de mim
Poderia ser todo mar para te ter perdido na imensidão do meu querer ...
Escrito por tenille às 16h23
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Eu poderia ser...
o Sol, e lamber-lhe vagamente entre nuvens
Escrito por tenille às 16h20
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O passado é uma casa mal abandonada
Somente na dor faz sentido a falta que não me fazes. Naquela flor ansiosa que me destes vi o seu rosto confuso,exasperado, desejando o encontro com sua própria face perdida na poeira de todos os caminhos abandonados. Acreditei num tempo só nosso,quando já não havia mais presente, nem a flor, desfazendo-se entre páginas de algum livro do passado. Me dizes agora que já basta do meu olhar perpétuo, do meu corpo fumaça de cigarro que nunca está. Estou de saída. Ao fechar a porta te peço que não me culpe, não mais, pelo desencontro que há em sua alma.
Escrito por tenille às 15h25
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Você:
Meu prego detrás da porta
Escrito por tenille às 15h24
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Horóscopo
pour tuer la faim: nuages de brioche viennent de la France. Inondation de petit bisou.
Conceil du jour: il ne finit seulement pas avec la solitude
Escrito por tenille às 15h23
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uma série de poemas antigos...
Escrito por tenille às 13h23
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Desejo
me diga se sim, ou senão me leve contigo ao fim ou ao chão mas nada de ser meu amigo, que isso não comporta o arrepio que sinto quando me toca imaginando onde mais cabe a sua mão.
Escrito por tenille às 13h22
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uma brisa improvável me roubou o alfabeto e fugiu suavizando. desde então só conheço o cheiro das coisas
e minha fala é o toque ansioso de minhas mãos. meus olhos estendem-se até a pontas dos dedos e sinto todos os seres em toda a sua plenitude. reconheço as pessoas pelo que há nelas de inominado.
Escrito por tenille às 13h22
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À minha mãe
todo dia me recebes com um cansaço agudo na voz, a sua dor me desespera, tento achar um novo coração para o seu corpo pretérito, e um novo ponto de luz para seus olhos quase tristes.
penteio amorosamente seus longos fios de cabelo branco, os únicos que restaram. seu corpo se desfaz em lágrimas e percebo que delas fui feita.
a vitalidade no meu corpo jovem é o sofrimento de não poder oferecê-la, a compreensão que julgo assimilar é o seu reflexo nas bordas do meu olhar o aclamado amor que luto para encontrar nada mais é do que o conforto e o calor de suas entranhas, quando ainda não havia tempo a nos separar
minha querida mãe: sou o mesmo cansaço, a mesma solidão, as lágrimas de que fomos feitas, a mesma busca infantil por um amor que redima a dor
me deixa agora cuidar da sua menina acarinhar sua pele marcada beijar as cicatrizes, desalinhar o seu olhar lhe oferecer toda a vida que formou-se a partir de ti
e quem sabe assim juntamos os pedaços de nossas almas, que perderam-se voando pelos ares em todos os partos que já enfrentamos juntas.
Escrito por tenille às 13h21
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e esse engasgo que não desce o repúdio que me assalta tenho os pés atrofiados e os olhos em contrição dos caminhos que abandonei o nascer do sol é todo angústia tornando insone a minha lida rasguei o que restou da vida e não espero redenção,
só o tempo e sua medida.
Escrito por tenille às 13h20
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em ti já fui pedra, lesma, gaivota-flor,
o cheiro do incenso, a falta de palavras
meu corpo templo de mim mesma
do nosso amor,
de um querer imenso
profundo como o mar
no alvorecer das descobertas
minha existência fez o ninho
no desalinho dos teu cabelos
e enlaçados como pedras
atravessamos o azul perdão,
limites de um céu que nunca existiu
palavras embrulhadas pelo vento
entardecem nosso amor
percebo que entregaste sua vida
nas minhas mãos
entre os dedos calejados,
seu sorriso em todas as direções.
te amei como a mais simples
das mulheres
a distância (limite dos olhos) anoitece esse saudade
Escrito por tenille às 14h05
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*
Em noite de tua procura
bruma sussurra escura
escuros
olhos tição
cegueira virando loucura
desejos
rajadas em ventos que vão
lonjura
amor viscosa navalha
retalha
meus passos caminhos já não são
salmoura me espera em casa
na noite de tua procura.
*
desconheço as calçadas que anunciam teus pés
por onde andaste todo esse tempo?
*
a imensidão
do silêncio ficou prenha
e gerou o fundo do mar
*
La muerte ha restituido al silencio su prestigio hechizante. Y yo no diré mi poema y yo he de decirlo.
Aún si el poema (aquí, ahora) no tiene sentido, no tiene destino.
Alejandra Pizarnik
Há, na espera,
um murmúrio liláceo rompendo-se.
Alejandra Pizarnik
Escrito por tenille às 13h13
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ermo mar,
sempre a mesma dor.
Escrito por tenille às 19h14
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me sirvo da literatura aos goles. não consigo escrever estou bebâda de palavras
Escrito por tenille às 19h12
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